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Agrotóxicos. Quais as consequências?

AGROTÓXICOS – QUAIS AS CONSEQUÊNCIAS?

Os agrotóxicos são extremamente diversos, com centenas de ingredientes ativos disponíveis, que podem ser usados em muitos mais produtos comerciais. São compostos químicos planejados para matar organismos tão diferentes quanto as plantas, ratos, ácaros etc. Entre eles, há diferentes comportamentos no ambiente e modos de ação. Além disso, é obvio que existiram inúmeros avanços na indústria, com produtos menos tóxicos e menos persistentes, mas uma coisa não muda: são produtos formulados para matar organismos vivos indesejáveis para o cultivo, são venenos. Portanto, existem riscos variados. Alguns desses componentes acabam em lugares que não são o alvo, ou seja, as áreas de lavouras. Há riscos concretos de contaminação de águas subterrâneas, açudes, rios, florestas. Também podem contaminar os alimentos produzidos e isso chegar às pessoas que os consomem. No geral, há duas classes de efeitos: letais e subletais. Os letais são causados por intoxicação, em geral, pelo consumo intencional (suicídios desse tipo acontecem no meio rural) ou acidental, quando os pesticidas são guardados de forma inadequada. Já os efeitos subletais causam danos variados que se manifestam ao longo do tempo aos sistemas nervoso, hormonal, imunológico, além de malformação fetal e câncer. São problemas de médio e longo prazo já bem documentados, sobretudo no caso de agricultores que trabalham diretamente na aplicação dos produtos. Estudos apontam exemplos de compostos usados nas culturas de soja que causam muitos danos à saúde humana, sendo a consequência maior o câncer. Mas é importante lembrar que tudo o que se aplica às pessoas, também se aplica aos animais: peixes, insetos, bois, macacos ou onças-pintadas toda fauna e flora, alterando o nível de funcionamento celular e molecular dos organismos. Além disso, os organismos estão inseridos dentro de teias alimentares e esses efeitos podem ser transmutados para organismos que não têm nada a ver com a área agrícola formando uma cadeia de problema, pois, se uma espécie é afetada, seus predadores também serão.

Entre as medidas para reduzir o risco, estão cuidados com o armazenamento, que deve ser em local fechado e isolado, e o descarte correto, com o modo certo de fazer a lavagem. Também é importante a aplicação em condições adequadas. Aplicar em dia seco e quente, por exemplo, acaba gerando uma porcentagem muito grande de perda por evaporação. Também é importante a preservação das matas ciliares, que protegem os corpos d’água da chegada dos pesticidas.

O Brasil não é pária da legislação mundial. É signatário de convenções que baniram compostos particularmente danosos e tem legislação relativamente mais restritiva que países vizinhos, como o Paraguai. Mas, assim como acontece no caso do Código Florestal, há lobbies poderosos que vêm conseguindo um relaxamento da legislação nos últimos anos. Hoje, ela é menos protetora do que era em 1989, quando foi aprovada. Isso sem mencionar a sua aplicação, um exemplo é a necessidade de avaliação periódica dos pesticidas que foram eliminados pelo Congresso há alguns anos. Agora a licença é indeterminada até que prova em contrário. Nos Estados Unidos, os registros para pesticidas são de 15 anos, na Europa 10 anos e, no Japão, 5 anos. A Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) que tem a obrigação legal de proteger a saúde da população, se propôs a reavaliar diversas substâncias que acabaram sendo proibidas fora do Brasil desde os anos 2000. No entanto, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola e as indústrias químicas entraram com processos e liminares para impedir as avaliações, que ficaram paradas por anos. Depois os processos continuaram e algumas dessas substâncias estão sendo comercializadas no mercado sem problema nenhum. Por outro lado, existem movimento mundiais de controle mais restritivo, como a legislação europeia que pode levar à eliminação de um quarto dos compostos disponíveis. Com isso, podemos esperar também no Brasil pressão por um uso mais cuidadoso de agrotóxicos. Em nossa região aqui na chapada diamantina já existe sinais de exageros na aplicação de agrotóxicos, a  necessidade de produzir em quantidades comerciais e industriais se faz uso indiscriminados deste tipo de produtos trazendo uma sobrevida tanto aos trabalhadores quanto mãos consumidores, uma analise simples da secretaria municipal de saúde do estado conclui que nas regiões mais agrícolas e irrigadas é onde existem maior numero de pessoas com câncer. Portanto recomendamos o consumo de produtos de origem orgânicos ou semi-orgânicas para reduzir os riscos.

 

Pedro Honorato

Sobre Lucas Souza Publicidade

Lucas Souza Publicidade
Jornalista e Blogueiro.

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