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Por Deive Ulhôa
Há quem diga que o Carnaval gera empregos, atrai turistas, aumenta a arrecadação das prefeituras com impostos e taxas, atende aos interesses privados das indústrias e dos prestadores de serviços com a lucratividade dos produtos vendidos e dos serviços prestados, enfim movimenta a economia. Assim, para alguns, o evento deixa de ser uma festa e vira negócio. A era romântica do amadorismo e improviso dos bailes carnavalescos dá lugar a novas tecnologias, potentes equipamentos de som, novos materiais para confecção de fantasias, pesadas estruturas de show’s, patrocínios elevados, aumento do efetivo policial nos eventos, etc. E todo esse aparato existe, claro, para alegria geral dos proprietários de blocos, trios elétricos, camarotes, hotéis, agências de turismo e de alguns cantores que engordam ainda mais seus bolsos no final da festa.
Há quem diga também que o Carnaval é a “maior festa popular do Brasil”, reunindo arte, cultura e alegria . E não faltam opções de diversão para quem passa o ano todo esperando para cair na folia e ser feliz, nem que seja só por alguns dias. Das principais capitais nordestinas, ao eixo Rio-São Paulo, passando pelas cidades litorâneas há cores, luzes, sons e movimentos que convidam o grande público para soltar seus bichos e se divertir, afinal no Carnaval vale tudo. Uma verdadeira epidemia de delírio e volúpia.
Portanto, há quem diga muita coisa sobre os benefícios do Carnaval, mas são poucos os que falam francamente sobre o balanço final da quarta-feira de cinzas. Bebedeiras, acidentes de trânsito, mortes, consumo de drogas, homicídios, roubos, abusos, transmissão de DST’s, gravidez indesejada e mais um sem fim de excessos cometidos em nome da alegria. A indústria que movimenta milhões para determinados grupos comerciais, também tem suas perdas materiais e imateriais para o Estado e uma boa parcela da população. E por mais chato e extremado que esse discurso possa parecer, ele continua ecoando ano após ano.
Concordo com os buscam alegria e satisfação, afinal quem não quer ser feliz? Nesse ponto não tenho objeções. Só discordo em um aspecto: a fonte desses sentimentos. “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14). Assim, creio irremediavelmente em Jesus como o verdadeiro manancial da alegria genuína. E, felizmente, esse “produto” a indústria do Carnaval nunca poderá vender.
Adicionado por Lucas Souza Publicidade em 5 maio 2012
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