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Felix Mendonça: ex "cueca-de-aço" de ACM agora é fiador do PT
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Este é apenas o início de uma série de publicações que farei a partir de agora – e que poderão se tornar um livro, bem breve.
Já aviso: serei prolixo. Mas peço a você que tenha paciência, pois tentarei explicitar da forma mais clara possível a minha decisão de “declarar guerra” a alguns poderosos que se locupletam às custas (também) da região de Irecê.
Nutro um carinho muito especial por esse cantinho do Brasil. Hoje, de volta à minha terra natal, onde posso desfrutar a delícia do convívio diário com meus pais e irmãos (e com eles o complexo que forma uma Família), consigo enxergar o quanto esse lugar me ensinou sobre a vida.
Nunca fui bom para ganhar dinheiro ou administrar minhas finanças. Não trouxe para o MS qualquer patrimônio material que me sirva de bandeira de ‘orgulho’. Pelo contrário: tenho coisas a acertar, embora tenha bem mais para receber de alguns “dignos” empresários e políticos daí.
Mas foi aí, em Irecê e na Bahia, que pude somar experiências inesquecíveis. As amizades que colecionei (e quão boas amizades!), os sofrimentos que vivenciei, as vitórias e as derrotas... Tudo está aqui, muito bem gravado!
19 anos e 5 meses depois da minha chegada a Irecê dei início a mais uma viagem ao meu estado. Antes de entrar em meu carro no final daquela tarde de 8 de julho de 2010 me despedi da família com um “até breve”: minha programação previa o retorno para no máximo 10 dias depois. Viajaram comigo, além dos meus filhos Junior e Jean, dois músicos sulmatogrossenses que nos haviam acompanhado nos shows juninos.
Minha chegada ao MS me apresentou um desafio: a RadioJornal de Amambai, a primeira rádio a assinar a minha carteira profissional, confirmou o convite que sempre esteve aberto, o de que eu “reassumisse” o meu lugar. O detalhe: tinha de fazer isso imediatamente. A emissora apresentou-me uma série de razões para isso.
Entre a cruz e a espada (voltar à Bahia ou agarrar o novo emprego), a razão acabou se impondo. Aí, em Irecê, as portas haviam se fechado para mim. É público e notório que fui covardemente retirado do ar na emissora 101 News FM, por imposição explícita da família Mendonça, os donos da concessão.
Havia recebido o convite para prestar serviços a algumas prefeituras da região de Irecê. De forma muito especial agradeço ao prefeito de Ibititá, Dr. Chiquinho, que jamais recuou da palavra dada. Lamento não ter tido a chance de servi-lo como seu assessor de Comunicação. Da mesma forma, registro o empenho e preocupação de Alcides Cavalcanti, Secretário do município de Irecê, e do prefeito Zé das Virgens. Não posso, igualmente, esquecer o apoio e a solidariedade de Aguinaldo Lopes, prefeito de América Dourada, nem dos meus colegas de rádio, entre eles: Ricardo Freitas, Vitor Souza, Juliana Lima, Bruno Araujo e tantos outros... Bem, se for falar de amizades, não haverá espaço suficiente. As manifestações estão no melhor lugar em que poderiam estar: no meu coração, para nunca mais sair.
Percebi, entretanto, que as luzes da Bahia haviam se apagado para mim. Sou radialista por natureza e ficar sem me comunicar com o povo é como parar de respirar.
Depois de quase duas décadas de luta contra o abandono dessa região, a mentira e o politiquismo venceram. A maior parte da matilha de cães que vivem da caça ao dinheiro público apenas mudou de coleira.
Veja como são as coisas: o já quase gagá deputado Felix Mendonça virou “lulista” de carteirinha “desde o princípio”. O seu filho (e provável substituto) Junior será capaz de jurar que mamou, ao mesmo tempo, na mesma mamadeira que alimentou Lulinha. E eu não duvido – só depende da ‘mamadeira’.
Nesta semana fui informado, por telefone, que o deputado federal Felix Mendonça, proprietário da Rádio Noroeste FM (atualmente apelidada de 101 News FM), ingressou com dois processos criminais contra mim na Justiça em Irecê.
O que ele quer extrair de mim agora? Dinheiro? Não tenho... A minha liberdade? Talvez... Gente assim não se contenta em apenas perseguir quem lhe joga a verdade na cara. Se possível, luta para tirar o sangue do seu desafeto. Como não é mais candidato, imagina que estará imune às cobranças e à exposição que uma briga pública impõe.
Ainda não sei qual crime cometi contra esse déspota. Mas sei o que ele fez contra mim. E também sei de parte de suas atividades empresariais, curiosamente interligadas com suas atividades políticas. Sei também que é difícil comprovar o que quer que seja contra qualquer político. Neste instante, por exemplo, o meu estado está atolado em um mar de lama. Como não poderia deixar de ser, o Poder Público, em todas as suas esferas, se uniu a máfias poderosas para sugar o dinheiro do povo. Alguns foram parar na cadeia, apesar de que, em sua maioria, apenas por algumas horas.
Lamentavelmente essa situação não é um “privilégio” apenas do Mato Grosso do Sul... Há muito mais ladrões por aí!
Aguarde as próximas publicações. Você terá, no mínimo, uma leitura interessante e assuntos bem intrigantes para tratar nas rodinhas de amigos!
A quase 3 mil quilômetros de Irecê estou tentando retomar a minha vida, mas os Mendonça não querem deixar. Não basta me impedirem de trabalhar: querem também me calar e aprisionar. Conseguirão o seu intento?
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Adicionado por Lucas Souza Publicidade em 5 maio 2012
© 2012 Criado por Lucas Souza Publicidade.
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