Numa dose rápida, eu vi pessoas caminhando vagarosamente na calçada estreita, aonde havia uma valeta ao meio entre os meios fios, um pé no passeio, outro na rua, pude ver gente se apertar para tomar uma dose que deteriora pessoas, homens trabalhadores, dose que embriaga o futuro e perde o prazer do presente.
A medida de uma dose para encorajar e trabalhar, é a mesma branquinha que incham os pés, que enchem o beco estreito e mal visto de pessoas cheias de si, é lá onde separa a praça do feijão que poderia alimentar, aos fracassados homens que se escondem num beco, por ser estreito o mesmo ampara por suas extremidades aproximadas ao alcance das mãos trêmulas, sem força, se achando acudidos por duas paredes frias, testemunhando as quedas da covardia humana e o mal da gota fazendo-os mancarem.
Um beco, um bar apertado, um homem vazio, um mal afiado que enche a prateleira do botequim, banda de um limão azedo misturado numa dose que corta. Corta a força, a vitalidade, o ego, corta a moral.
O homem é varrido do ambiente e entregue ao beco.
Um beco quente, um beco sujo, o beco que tem portas diversas, uma porta que aporta, lá dentro há um balcão limite, com uma moeda feito ficha, libera dose amarga para uma vida insossa.
Duvido que uma dose seja pouca ou muita, somadas são deprimentes.
Vi grandes garrafas, um beco de gente, a porta deportar um volume humano, atrapalhando o beco, um homem se encontrava ouvindo uma voz sem o corpo físico, vulto monstruoso, valentia e covardia lado a lado, vi um homem que solicitava do dosa-dor, resumir-se num coitado.
Gostaria de ver um dia neste beco, a passagem dos homens encurtando caminho da casa ao trabalho.
A solução está num pingo de consciência de alguém do social, uma misturada de amor e carinho, dose que abre caminho para uma vida saudável, homem que é preciso ser tratado com igualdade, essa é a dose que falta na vida dos seres.
Medir homens como humanos, carentes desamparados, medir o ser pelo que pode ser, pertencer, não pela dose que ele tomou, embriagando autoridades cegas, incapazes de perceberem um beco abarrotado de cidadãos se excluindos, famílias dispersas, criminalidade, números de pesquisas superiores aos medidos anteriormente.
Amigos da assistência, vejam no beco da pinga, uma gota que precisa ser trabalhada por vocês, dando esperança e dignidade àqueles coitados desviados do caminho promissor.
A atenção poderá ser a dose da alegria dos miseráveis excluídos, pela força do hábito maldito, levando-os ao óbito.
Você precisa ser um membro de Portal da Região para adicionar comentários!
Entrar em Portal da Região